Mostrar mensagens com a etiqueta Poesia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Poesia. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Elementos


Aquilo que tens de mais belo
Não se vê, sente-se ao passar
Então a ti, nomeio o novo elo
Invisível, forte, chamo-te ar.


As folhas, a raiz que enterra
O teu corpo, simples singelo
Então a ti, nomeio o novo elo
O lugar, berço, chamo-te terra.


Na tua pureza, vejo a mágoa
No teu brilho, ritmo, me elevo
Então a ti, nomeio o novo elo
Fonte de vida, chamo-te água.


O calor, chamas do teu âmago
As cores, vermelho, amarelo
Então a ti, nomeio o novo elo
Feroz, paixão, chamo-te fogo.


A cadeia está completa
Com tua alma é repleta
De ternura de emoções
Serás sempre paixão.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Sexo



Tenho que confessar
Um desejo oculto
De saborear os teus lábios
Sentir o abraço da tua língua
Beijar-te o queixo
Encontrar na tua face
O doce da tua pele

E com suavidade
Levar as minhas mãos
Pelas costas macias
Perde-las ao fundo da silhueta
Ouvindo de leve
O teu ar em minha orelha
Sem pressas ou medos

Com todo carinho
Já em chamas
Entrelaço os teus cabelos
Entre as pontas dos dedos
Com outro braço, firme
Junto-te ainda mais
Para te sentires a arder

Descendo os lábios
Pelo centro do peito
Deglutindo o cheiro
Olhando o interior
Até sentir a linha de pelos
Bem por baixo do umbigo
Tão eriçados, eriçados


Os olhos escondidos
Observam a tua reacção
Deitas a cabeça
Com os olhos cerrados
Vendo a sensação
Entregando-se por completo
Ao gesto incerto

As mãos apertadas
Atrás das coxas
Voltam a subir
Passeando pelos montes
Voltando-se para cintura
Explorando o abdómen
Até , um dia desses… acordar.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Das palavras que me dizes




Das palavras que me dizes
Tiro o conforto que me falta

Das carícias que me fazes
Em minha mente o amor salta


Quando o falso pudismo alerta
Com o desejo tu vens a correr

Quando a negação flui, desperta
Na mão insana, a marca do sofrer


Porque já não me amas
Porque não me possuis

Liberta-me desta ama
Que em consumo se traduz


Será razão para partir
Dilacerar, esvicerar meu coração

Não depende só de ti
Essa interminável paixão


Das palavras que recitas
Tiro a mentira que reside

E da verdade, onde me excitas
Retiro minha parte que em ti existe


Quero-te todo, tudo
Cem sentimentos por vezes

Por fim, de ti calado mudo
Quero as palavras que me dizes